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Comunicação alternativa melhora qualidade da vida de pacientes acamados em Sorocaba

28 de janeiro de 2020 13:59

Por: Marcelo de Almeida Júnior - marcalmeida@sorocaba.sp.gov.br


Paciente acamada utiliza um teclado inteligente multifuncional conectado com um captador de piscar dos olhos.

A comunicação é um fator fundamental para que uma pessoa possa expressar seus sentimentos e seus desejos à família e também à equipe da área de saúde. Em Sorocaba, pacientes com incapacidades permanentes de comunicação ganham voz através do dedicado trabalho de comunicação alternativa da terapeuta ocupacional da Secretaria da Saúde, Renata Conejo.

Há aproximadamente um ano, Renata observou a necessidade de iniciar o recurso de comunicação alternativa em pacientes do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) da SES. Diante da realidade vivenciada por pacientes impossibilitados de se comunicar oralmente, a terapeuta ocupacional deu início ao recurso.

Com recursos tecnológicos como aplicativos de comunicação, pranchas de comunicação e até mesmo tecnologias mais avançadas, é possível que o paciente possa se comunicar para expressar algum pedido ou simplesmente informar um desconforto. “Nosso trabalho é dar voz a quem não fala. Imagine você ter uma dor e não conseguir dizer, uma coceira ou falar de quaisquer sentidos ou sentimentos. Esse recurso traz uma melhora na qualidade da vida do paciente significante”, explica Renata.

A paciente com atrofia de múltiplos sistemas, Maria Cristiane, utiliza um teclado inteligente multifuncional conectado com um captador de piscar dos olhos. Por meio desse recurso, a piscada da paciente funciona como se fosse o “click” de um mouse que possibilita que ela se comunique elaborando palavras.

Atualmente, 15 pacientes recebem a orientação sobre comunicação alternativa no SUS em Sorocaba. Renata explica que a tecnologia não é oferecida pela Prefeitura. “Orientamos a família comprar o dispositivo e depois vamos dando todo suporte e assistência através de nossas visitas domiciliares”, conta. Os pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Acidente Vascular Encefálico (AVE) ou paralisia cerebral, desde que tenham o cognitivo preservado, são pessoas indicadas para usar este recurso e ter uma qualidade de vida melhor.


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