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Passageiros se divertem em “Trem do Carnaval”

22 de fevereiro de 2020 14:17

Por: Tânia Franco - tmferreira@sorocaba.sp.gov.br


Passageiros 'viajam' pela história da cidade e por emoções próprias em passeio de carnaval na Locomotiva 58

Embalados por marchinhas de carnaval e pela história da Locomotiva 58, adultos e crianças puderem ver um pedacinho da cidade e da história com outro olhar.

Para alguns a ideia foi a de reviver boas memórias; para outros, o início da construção daquelas lembranças que carregamos por toda uma vida.

Ao menos foi assim que passageiros da primeira turma do “Trem do Carnaval”, que partiu da Estação Paula Souza, pontualmente às 10h30, neste sábado (22) se sentiram. Lourdes Conceição de Barros, a passageira nº 300 no sorteio realizado para o passeio,  era “daquela época” em que as viagens ferroviárias eram comuns e sua excitação vinha, justamente, por poder rememorar as idas a Conchas e Pereiras. E ela não foi sozinha, assim como num bloco folião, levou a família. E todos a caráter para aproveitar os 30 minutos em que percorreriam parte da história da estrada de ferro de Sorocaba. Cristina, Everaldo e Verena, mais as meninas Helena, Manoela e Sofia foram sua companhia colorida e animada no vagão puxado pela Locomotiva 58 que, neste ano, participa do Carnaval 2020 que está sendo promovido pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Cultura (Secult). Nesta atividade, a pasta tem parceria com a Sorocabana – Movimento de Preservação Ferroviária.

Na outra ponta, Akira Badaró, de pouco mais de 3 anos, apesar do desconforto com o barulho do trem e toda a fumaça da “Maria”, tinha sua primeira experiência num trem. “A gente quer que ele conheça, já que só vê trem nos desenhos”, contou a mãe, Christiane Badaró. Já sentado no colo do pai, Ciro Badaró, Akira aliviou um pouco a tensão e pode ver a paisagem do trecho, até a Vila Assis, sob um prisma que nem todo mundo consegue; já que passeios com a locomotiva são raros.

Por isso mesmo, a família Badaró acha importante que a cidade repense essa situação e se possa oferecer mais oportunidades aos cidadãos . “A cidade tem potencial turístico e isso precisa ser aproveitado, pois é importante para a cidade”, comentou Ciro.

Isabela ainda não veio ao mundo, mas já experiencia um universo próprio no qual a mamãe, Rafaela Gonçalves Bernardes, faz questão de incluir sensações e emoções que possam oferecer à ela condições de compreender o quão importante são o amor e a família.

A jornalista que em abril verá o rostinho da filha pela primeira vez, ganhou com o avô, Jonas da Silva, a inspiração e a paixão pela ferrovia. Maquinista da Sorocabana na década de 70, era com ele que Rafaela passeava de trem. O passeio na Locomotiva 58 nesta manhã de sábado (22) foi, então, mais do que simbólico. Para ela foi reviver momentos que a ajudaram a chegar onde está; feliz e realizada. Ao lado do marido, Bruno Rodrigues, Rafaela contou que a ideia de viajar de trem mais uma vez, mesmo que por tão pouco tempo, era poder oferecer à Isabela a sensação de estar sendo amada, também, por uma lembrança tão feliz passada ao lado do vô; o “biso dela”. “E quando o trem apitou, ela mexeu”, brincou.

Para Bruno a ideia de por a locomotiva para realizar passeios é “maravilhosa”. Uma atividade que deveria ser constante. Não apenas por trazer entretenimento às pessoas, mas por manter viva a história de um meio de transporte que marcou época no país. “É uma atividade que movimenta muita gente e de todas as idades”, comentou.

E essa ideia foi colocada em prática pela Sorocabana – Movimento de Preservação Ferroviária. Desde o maquinista, aos atendentes de bordo, todos estavam vestidos como nos áureos tempos da “Maria Fumaça”. Os bilhetes eram perfurados usando-se o mesmo método de antigamente. “Assim como a locomotiva foi restaurada e manteve suas características, a gente procura chegar próximo do serviço oferecido e, assim, dar ao passageiro a sensação de voltar no tempo”, explicou o presidente da associação de preservação, Eric Mantuan.

Para o secretário da Cultura, Marcel Stefano Tavares Marques da Silva, poder oferecer à população a oportunidade de conhecer, ou rememorar, parte da história da cidade é uma grande satisfação. Principalmente quando a adesão ao passeio foi tão grande, movimentando gente de todos os lugares e idades. “Quando pensamos o carnaval, vislumbramos abranger o maior número de pessoas possível. Neste sentido, diversificar as atrações oferecidas, dando oportunidade de escolha, fez todo sentido nesta festa”, enfatizou Marcel. O conceito do titular da Secult de que cultura e história não se dissociam, então, ganha ênfase com o sucesso da proposta do “Trem do carnaval” que, entre marchinhas e aplausos dos passageiros, chega à estação carregado de sorrisos e emoções.  

A Locomotiva 58 foi construída em 1891 e operou até 1968, quando foi doada ao Parque Zoológico “Quinzinho de Barros” e onde ficou por 25 anos. Entre 89 e 98 passou pelo processo de restauro e, desde 2017, está em pleno funcionamento.

O “Trem no Carnaval” ainda tem mais três passeios nesta tarde de sábado (22), às 15h e 16h. A estação Paula Souza fica na rua Doutor Paula Souza, nº 420, no Centro.


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