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Prefeitura de Sorocaba e Polícia Ambiental destroem gaiolas de aves em ação simbólica no zoo

5 de junho de 2020 16:29

Por: Mariana Campos - macampos@sorocaba.sp.gov.br


Nesta sexta-feira (5), a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema), e a Polícia Militar Ambiental realizaram a destruição de 17 gaiolas de aves, que foram apreendidas na região, no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros. Um rolo compressor destruiu todo o material. A ação simbólica contra o tráfico de animais marcou a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e foi acompanhada pelo secretário do Meio Ambiente, Maurício Tavares da Mota, e pela tenente da Polícia Ambiental, Luciana Beltrame Del Debbio.

“Esta é uma das grandes ameaças à biodiversidade e a nossa ideia foi realizar essa ação em parceria com a Polícia Ambiental para chamar a atenção da sociedade a respeito do tráfico de animais”, destaca o secretário Maurício. As espécies apreendidas pela Polícia Ambiental são encaminhadas para o Zoológico de Sorocaba, onde recebem os cuidados veterinários necessários, passam por processo de recuperação e aqueles que possuem condições são reintroduzidos na natureza. “Apesar de não ser função do zoo, pela ausência de um órgão responsável em nossa região, atuamos com esses animais resgatados e cumprimos uma das suas principais funções, que é a preservação das espécies”, completa.

Somente neste ano, de janeiro a maio, o parque recebeu 145 animais resgatados. Eles chegam machucados por inúmeros motivos, um deles é o tráfico de animais. De acordo com a tenente Luciana, nos primeiros cinco meses deste ano, a Polícia Ambiental apreendeu em todo o Estado de São Paulo 69,3 toneladas de pescado, 27 quilômetros de redes ilegais, 6.700 armadilhas de caça, 355 armas de fogo, além de resgatar 7.200 animais.

A Sema ressalta que os zoológicos não são responsáveis por esse tipo de atividade, de acordo com a Instrução Normativa do Ibama nº7/2015. Instituições como os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e Centros de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), coordenados pelo Ibama e pela Sima, é que possuem as funções de receber, triar, marcar, reabilitar e encaminhar animais silvestres provenientes de resgate ou apreensão. Na ausência de tais instituições nas proximidades de Sorocaba, o zoo acaba por vezes absorvendo mais essa demanda por questões humanitárias.

Sobre o tráfico de animais silvestres

Todos os animais que não são domésticos e que tenham o ciclo de vida, em parte ou no todo, ocorrendo dentro de nosso País são considerados silvestres. De acordo com a Lei Brasileira de Crimes Ambientais, não é permitido caçar, apanhar ou ter quaisquer espécies de animal silvestre sem a devida licença ou autorização.

Embora, o tráfico de animais silvestres abranja todos os grupos, as aves são as maiores vítimas, cerca de 80% do total. A sensibilização das pessoas é fundamental para mudar este quadro no país. É importante que a população não compre animais silvestres sem documentação e denuncie os casos à Polícia Ambiental.


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