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Sindicato cede ao apelo da Prefeitura e vai manter parte do transporte coletivo em funcionamento

23 de março de 2020 16:04

Por: Fabiana Blaseck Sorrilha - comunicacao@urbes.com.br


Medida coloca como prioridade profissionais da saúde e segurança pública

 

A paralisação total do transporte coletivo nesta segunda-feira (23), iniciada por volta das 11h, pegou de surpresa a população que utiliza o serviço para se deslocar na cidade, especialmente os profissionais que estão na linha de frente do atendimento nas áreas de saúde, segurança pública e aqueles considerados essenciais neste momento de pandemia do Covid-19. Também foram afetadas pela ação radical do sindicato as linhas intermunicipais que partem da Rodoviária de Sorocaba. A paralisação descumpriu a lei do direito de greve, que estabelece o aviso de suspensão do transporte coletivo para empresas operadoras, poder público e população com, no mínimo, 72 horas de antecedência.

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Urbes – Trânsito e Transportes e da Secretaria de Mobilidade e Desenvolvimento Estratégico (Semob), se posicionou veementemente contra a paralisação e acionou o sindicato judicialmente para que restabeleça o serviço de transporte público.

Para tentar amenizar os problemas gerados à população, o governo municipal manteve diálogo aberto com os representantes do sindicato a fim de que voltassem atrás quanto a paralisação, liberando alguns ônibus para cumprir linhas essenciais para os munícipes ou que atendem os hospitais da cidade. A meta é garantir que os profissionais essenciais neste momento cheguem ao trabalho.

Quando optou por prosseguir com o atendimento aos munícipes, com esquema de tabela de horário de sábado, a partir desta segunda (23), a Prefeitura pensou em disponibilizar um serviço essencial e previsto em lei, que é garantir o transporte coletivo para a população. Desta forma, 70% dos horários de atendimento aos passageiros seriam cumpridos.

“O serviço de transporte público é fundamental para aqueles que trabalham em serviços essenciais, que não podem parar ou ficar sem mão-de-obra devido à urgência do momento em que o país atravessa, incluindo nisso, Sorocaba. São munícipes que prestam auxílio nas áreas de saúde, alimentação e correlatos, a fim de atender a população e evitar o pânico diante da pandemia por Covid-19. Lamentamos muito o posicionamento radical do sindicato”, destacou Sergio Pires, diretor-presidente da Urbes.


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