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Sorocaba está em alerta para a infestação do mosquito da dengue

17 de fevereiro de 2020 17:00

Por: Marcelo de Almeida Júnior - marcalmeida@sorocaba.sp.gov.br


A Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), por meio da Área de Vigilância em Saúde, divulgou nesta segunda-feira (17) o 4º Boletim Epidemiológico. O documento apresenta o número atualizado de casos de dengue confirmados na cidade, além da divulgação da Avaliação de Densidade Larvária (ADL). O resultado foi de 3,5%, que indica sinal de alerta para infestação do mosquito Aedes aegypti na cidade. Sorocaba já soma 274 casos de dengue.

De acordo com a SES, Sorocaba registrou 274 casos confirmados de dengue (212 autóctones, 59 importados e 3 indeterminados), 5 de chikungunya (3 autóctones e 2 importados). Não há casos de febre amarela e zika. No Boletim anterior, divulgado no dia 10 de fevereiro, havia 190 casos confirmados de dengue.

As áreas com maior aumento de casos nas últimas semanas são correspondentes as regiões das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Rodrigo, São Bento, Wanel Ville, Simus e Angélica.

Após anunciar, em coletiva de imprensa, que a cidade está em estado de epidemia, no dia 3 de fevereiro, a Prefeitura de Sorocaba realizou o ‘Dia D’ de combate à dengue no dia 8 de fevereiro, além da operação cata-treco e força-tarefa de combate ao mosquito entre os dias 11 e 14 do mesmo mês. Ainda, na última sexta-feira (14), o município realizou um seminário sobre a dengue com a participação de várias cidades da região e órgãos do Estado.

Para o secretário da Saúde, Ademir Watanabe, o combate não pode parar. “Realizamos diversas ações para mobilizar cada vez mais pessoas nesta guerra contra o mosquito, mas a participação da população é essencial”, ressalta. Ainda segundo o secretário, equipes da Zoonoses trabalham de segunda a sábado com o serviço de “arrastão” de criadouros e visitas casa a casa, além da nebulização e ADL.

Índice larvário

O documento também traz a conclusão da Avaliação Densidade Larvária (ADL) do município realizada em janeiro de 2020. O resultado foi de 3,5%, que indica sinal de alerta para infestação do mosquito Aedes aegypti na cidade. Ou seja, a cada 100 imóveis trabalhados, 3,5 tinham larvas do mosquito. De acordo com a SES, os índices são classificados entre satisfatório (até 1%), alerta (acima de 1% até 3,9%) e risco (acima de 3,9%).

A área com a maior quantidade de larvas de Aedes aegypti foi a região Sudoeste com 4,47% (risco) dos imóveis com larvas do mosquito. Em seguida, a região Centro-Norte, com 3,93% também encontra-se em risco. As regiões Noroeste (2,21%), Norte (3,49%), Centro-Sul (3,45%) e Leste( 3,60), estão em alerta.

A ADL é uma atividade de vistoria dos imóveis na cidade de forma amostral e que tem por objetivo quantificar a infestação de mosquitos em todas as áreas da cidade, além de mensurar a quantidade de recipientes existentes; quais os principais tipos de criadouros; quantos estavam com água parada, quantos tinham larvas de mosquito e, destes, quantos estavam com larvas do Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

Essa avaliação permite direcionar as ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti na cidade, concentrando as ações em áreas com maiores índices de infestação, determinando quais atividades serão realizadas, baseando-se nos recipientes e criadouros mais frequentes na área envolvida.

Índice pode ser mais preocupante

O que chamou a atenção da Secretaria da Saúde (SES) foi o resultado do Índice de Breteau, que avalia número de recipientes com larvas de Aedes aegypti em relação ao número de imóveis trabalhados, que foi de 4,6%, colocando o município em situação de risco. Esse índice indica que a cada 100 imóveis, 4,6 tinham mais de um criadouro do mosquito.

Os principais criadouros com larvas de Aedes aegypti foram: latas e frascos de plástico sem utilidade para o morador; vasos de plantas na água; latas e frascos plásticos utilizáveis para o morador; recipientes para armazenamento de água não ligados à rede pública; pratos de vaso de plantas; baldes e regadores; lonas e plásticos; vaso sanitário e caixa de descarga sem tampa.

Esses criadouros foram encontrados dentro dos imóveis, portanto, mais uma vez reforçamos a necessidade de colaboração da população na remoção destes criadouros. Caso não seja possível remover o recipiente, o cidadão deve tratar esse itens com sabão em pó ou detergente.

Boletim Epidemiológico


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