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Sorocaba registra 1.820 casos de dengue e pede colaboração da população

9 de julho de 2020 14:25

Por: Marcelo de Almeida Júnior - marcalmeida@sorocaba.sp.gov.br


A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde (SES), divulgou nesta quinta-feira (09) um novo Boletim Epidemiológico com os dados atualizados sobre a dengue. A cidade registrou 1.820 casos confirmados de dengue, sendo que 1.699 são autóctones, 99 importados e 22 indeterminados. O município também tem registrada uma morte pela doença.

Além desses, Sorocaba também registra 13 casos de chikungunya; 11 autóctones e dois importados. Não há qualquer caso de zika ou febre amarela.

Nessa época de pandemia da Covid-19, os agentes da Divisão da Zoonoses visitam somente as áreas externas dos imóveis, adotando os cuidados necessários para se evitar o risco de contaminação pelo novo coronavírus.

As nebulizações são realizadas normalmente, com os moradores fora de casa, aguardando no lado oposto de suas calçadas, a uma distância de dois metros entre os núcleos familiares para evitar aglomerações. Quem não quer sair de casa deve permanecer internas, mas com portas e janelas fechadas e vedadas por panos colocados em vãos a fim de evitar intoxicação pelo inseticida.

Casos de sarampo

O boletim epidemiológico também traz o registro de quatro casos confirmados de sarampo, neste ano. Em 2019 foram 76. Nenhum óbito foi registrado. A Vigilância Epidemiológica Municipal orienta que é necessário manter o monitoramento de casos, especialmente nos meses de inverno quando ocorre maior intensidade de circulação viral.

A vacina é a melhor forma de prevenção da doença. Em 2019 a vacinação contra sarampo foi estendida para crianças a partir de 6 meses, além das doses de rotina aplicadas aos 12 e 15 meses de idade. Todos as pessoas de 1 a 29 anos devem ter comprovação de duas doses ministradas, enquanto indivíduos de 30 até a 59 anos, uma dose de vacina contra o sarampo. Pessoas acima de 60 anos não necessitam comprovação de vacinação, pois em geral tiveram contato com o vírus na infância, sendo consideradas imunes.

É de extrema importância que as pessoas que apresentem febre, exantema (manchas

vermelhas no corpo) associados a sintomas respiratórios, procurem atendimento médico e sigam as orientações de afastamento do convívio social enquanto estiverem no

período de transmissão, que é de 6 dias antes da aparição das manchas, até 4 dias após.

Combatendo o Aedes aegypti

A população é fundamental no combate ao mosquito da dengue. Para isso, deve manter as lixeiras tampadas com os sacos plásticos bem fechados, guardar pneus secos em local coberto, assim como garrafas; frascos; potes, latas vazias e baldes descartáveis devem guardados vazios e boca para baixo em local coberto; quando for o caso de descartar, devem ser colocados no lixo em embalagens fechadas. Dentro de casa é imprescindível manter ralos com pouco uso fechados e com uma colher de detergente ou sabão em pó. Após cada chuva ou ao lavar o quintal, repetir esse tratamento.

Pratos de vasos de plantas, ou xaxins, devem ser eliminados de qualquer ambiente, pois acumulam água e são um dos criadouros preferidos do mosquito. No caso de bromélias, ou outras plantas que possam acumular água, o indicado é plantar em local coberto e molhar somente a terra, já que são espécies que acumulam água e serve de criadouro para o Aedes aegypti.

Vasilhas de água para animais domésticos devem ser lavadas com bucha e sabão todos os dias, para eliminar os ovos do mosquito e ter a água trocada.

Além disso, as caixas d’água devem estar sempre tampadas e bem vedadas. É importante lembrar de colocar tela no buraco dos ralos do “ladrão”, pois o mosquito pode entrar por ali e colocar seus ovos dentro do reservatório; um excelente local com água limpa e parada para o vetor.

Para as bandejas de geladeiras, retirar sempre a água e escovar com água e sabão, deixando 1/4 de copo de detergente ou duas colheres de sabão em pó. Piscinas de grande e médio portes deverão ser tratadas com cloro em quantidade adequada para o tamanho. Caso estejam vazias, coloque 1 kg de sabão em pó no ponto mais fundo, assim as larvas não sobreviverão. As piscinas para crianças deverão ser escovadas e ter sua água trocada a cada 2 dias. Nas lajes, retire a água acumulada e providencie para que ela tenha um desnível em direção ao cano.

É importante verificar se as calhas não estão entupidas. Remova folhas ou outros materiais que possam impedir o escoamento da água e mantenha a calha com um pequeno desnível, em direção ao cano. Para os vasos sanitários com pouco uso, coloque duas colheres de sopa de sabão em pó, repetindo o procedimento após cada troca de água.

Para finalizar, os cuidados não devem ser somente na residência. É essencial ficar atento a possíveis focos de água parada na escola, no trabalho, vizinhos e em locais frequentados diariamente.


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