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Sorocaba terá estudo de vulnerabilidade e risco climático concluído em setembro

18 de junho de 2020 15:54

Por: Mariana Campos - macampos@sorocaba.sp.gov.br



Documento norteará políticas públicas, com ações efetivas, para as mudanças climáticas na cidade

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema), o ICLEI América do Sul e a Way Carbon realizaram nesta quinta-feira (18) o 1º Workshop de Estudo de Vulnerabilidade e Risco Climático de Sorocaba. O evento on-line contou com a participação de 53 pessoas, entre representantes do poder público e sociedade civil, que puderam conhecer o trabalho que será desenvolvido nos próximos meses e contribuirá com essa análise de impactos sobre o meio físico (inundação e deslizamento) e sobre a saúde (doenças transmissíveis e ondas de calor). A previsão é que o estudo seja finalizado em setembro.

A iniciativa dá continuidade à implementação do projeto Urban-LEDS II, do qual Sorocaba faz parte, que visa tornar as estratégias de desenvolvimento de baixa emissão uma parte fundamental da política e planejamento urbano nas cidades. A empresa Way Carbon é a responsável por fazer a análise de risco e vulnerabilidade climática das cidades participantes do Urban-LEDS II.

O secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Maurício Tavares da Mota, participou do encontro e agradeceu a participação de todos, destacando a presença de importantes universidades que são fundamentais para o trabalho ambiental no município. “Estamos passando por um momento ímpar em Sorocaba, reunindo diversas instituições em prol de políticas públicas com um olhar especial para as mudanças climáticas. Somos uma cidade privilegiada, com a presença de instituições de ensino que nos alicerçam para avançar em políticas públicas nesta área ambiental”, destacou.

Após a abertura oficial, que também contou com a presença do secretário-executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, a assessora de Mudança do Clima – Brasil do ICLEI América do Sul, Flavia Bellaguarda, falou sobre o trabalho realizado pelo ICLEI e explicou sobre o projeto Urban-LEDS II. Ela ressaltou em sua fala da necessidade de todos os níveis de governo trabalharem juntos para atingir os objetivos do Acordo de Paris e da importância de Sorocaba se tornar uma cidade modelo para toda a região.

Na sequência, a gerente de Risco Climático e Adaptação da WayCarbon, Melina Amoni, apresentou ao público o escopo de trabalho, a metodologia para análise de risco climático, a ferramenta MOVE, o modelo de projeção climática e tendências para as cidades, os dados e informações necessárias para elaboração do índice de risco climático e o que Sorocaba já possui de informação. “Temos que entender a especificidade e os problemas da cidade para assim trabalhar na modelagem do risco climático de Sorocaba”, explicou.

Segundo Melina, a previsão é que ocorram um aumento leve na precipitação e um aumento significativo na temperatura na cidade até 2050. “É importante que façamos essa análise de risco e preparemos a cidade para o futuro, com uma estratégia de resiliência climática que seja efetiva”, destaca. A adaptação, além de reduzir os riscos climáticos e/ou torná-los mais administráveis para instituições e comunidades, propicia cidades mais sustentáveis, verdes e equitativas.

Já a técnica ambiental da Sema, Sara Amorim, expôs o trabalho já realizado por Sorocaba ao longo dos últimos anos para o enfrentamento às consequências da mudança do clima. Além da adesão ao ICLEI e à participação no projeto Urban LEDS, Sorocaba já fez o seu Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), elaborou a Política Municipal sobre Mudanças Climáticas e firmou compromisso com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia. “Neste momento está sendo finalizado o segundo inventário de GEE, com dados até 2017, e a projeção de cenários de emissões de gases de efeito estufa para os próximos anos”, destaca.

Sara também apresentou ao público o trabalho realizado pelas demais secretarias municipais, como a implantação do Parque das Águas, o RDC Água Vermelha, que são bacias de contenção utilizadas como espaços de lazer pela população, a despoluição do rio Sorocaba, as ações voltadas à segurança hídrica, além de apresentar dados que a cidade já possui junto à Defesa Civil Estadual, o IPT, o Instituto Geológico e o Plano de Contingência (2018).

O professor Ermínio Fernandes, da UFSCar Sorocaba, participou do workshop e fez questão de elogiar o trabalho. “Quero parabenizar esse evento, que foi claro e objetivo, e parabenizar a Secretaria do Meio Ambiente pela iniciativa. Esse é um tema muito importante e que está em pauta mais do que nunca”, declarou. De acordo com o ICLEI, o próximo encontro deve ocorrer no mês de agosto. Nos próximos dias um formulário será disponibilizado para as pessoas que queiram contribuir neste processo.

Além de técnicos da Sema, também participaram funcionários das secretarias de Habitação e Regularização Fundiária, Segurança Urbana (Defesa Civil), Planejamento, Fazenda, Educação, Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Renda, Serviço Autônomo de Água e Esgoto, Câmara de Sorocaba e Conselho Municipal de Planejamento (Comuplan).

Também participaram representantes da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Instituto Florestal, Fundação Florestal/APA de Itupararanga, Ministério de Agricultura, Comitê da Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT), Unip, UFSCar, Facens, Senac, Unesp, IAB, Floresta Cultural, Imaflora, SOS Itupararanga, Sesc, gestora da ABNT/CEE – 268 “Cidades e Comunidades Sustentáveis”, Toyota do Brasil, Robert Bosch Sorocaba e Flextronics.

Sobre o Urban-LEDS II

O projeto Urban-LEDS II: Acelerando a ação climática por meio da promoção de Estratégias de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono é implementado pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e ONU-Habitat e financiado pela Comissão Europeia. Na sua segunda etapa, o projeto abrange quatro novos países – Colômbia, Ruanda, Laos e Bangladesh-, além dos quatro países participantes da primeira etapa – Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul.

Com um investimento de 8 milhões de euros, o projeto apoia aproximadamente 60 cidades ao redor do mundo, na condução de suas estratégias climáticas alinhadas ao Acordo de Paris. No Brasil, oito cidades participam do projeto desde a primeira fase (2012-2016): Betim/MG, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Porto Alegre/RS, Rio de Janeiro/RJ, Recife/PE e Sorocaba/SP. Saiba mais, acessando o site do projeto: https://urban-leds.org/.


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