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Startup do PTS desenvolve respiradores para tratamento do coronavírus

27 de março de 2020 15:10

Por: Marcelo Macaus - PTS


Lucas Piovani desenvolvedor do projeto em frente ao computador

A Pi Project Robótica e Automação, startup que está instalada no PTS (Parque Tecnológico de Sorocaba), integra um grupo de empresas que começou a trabalhar no desenvolvimento de respiradores, que são utilizados nos pacientes para o tratamento do coronavírus (Covid-19).

Responsável pela startup sorocabana, Lucas Piovani conta que a ideia é criar uma nova tecnologia para os equipamentos que, atualmente, possuem uma engenharia complexa e custam caro para os hospitais. “Estamos buscando uma forma de minimizar os custos”, diz. “Todo mundo se lembra do avental e das máscaras, mas esses materiais são de uso dos agentes de saúde. Quem contrai o coronavírus, muitas vezes, precisa desses respiradores.”O grupo de empresas que está agilizando o desenvolvimento do projeto tem representantes de Campinas, Guarulhos, São Paulo, Taubaté e Uberlândia (Minas Gerais). “Todos estão engajados no trabalho para que possamos atender as necessidades e os objetivos propostos”, afirma Lucas.

O empreendedor destaca que a intenção não é criar um outro equipamento médico e sim uma nova tecnologia e um novo conceito que vão exigir testes e validações pelos órgãos que regulam os materiais de uso hospitalar. “Estamos recebendo grande apoio do Parque Tecnológico e do IFSP, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, que mantém um campus em Sorocaba”, revela.

Para Lucas Piovani, é importante que outras empresas e empreendedores se unam ao projeto e colaborem com matéria-prima ou mesmo com profissionais de saúde que se habilitem a participar da fase de testes. Por isso, ele deixou o seguinte telefone para contato e mais esclarecimentos: (15) 98132-9879.

Primeiro protótipo

O empreendedor sorocabano conta que o projeto para o desenvolvimento dos respiradores já está pronto. O primeiro protótipo será montado na semana que vem. É este equipamento que será submetido a todos os testes necessários e avaliações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e dos demais órgãos reguladores.

Após a aprovação e homologação – Lucas acredita que este processo dure cerca de quatro dias – os respiradores começam a ser produzidos em escala. “Na minha empresa, em Sorocaba, eu consigo fazer dez por dia, mas a ideia é conseguir investimentos para aumentar a produção”, afirma.Lucas ressalta que todo o processo vem seguindo etapas, mesmo diante da urgência que se faz necessária por conta da pandemia de coronavírus. A primeira é validar com agentes de saúde, a segunda é conseguir a homologação para, só então, iniciar a produção. “Todos os respiradores que produzirmos serão doados aos hospitais. Primeiro às unidades de Sorocaba, mas dependendo de como o processo se desenrolar, podemos pensar em fornecer para todo o Brasil. Não visamos lucro algum”, reforça.

A startup também lançou uma vaquinha virtual –https://abacashi.com/p/combate_ao_coronavirus – para arrecadar R$ 4.100 visando à produção do primeiro protótipo do respirador e 600 máscaras Faceshield (máscaras de proteção) para proteger aqueles que estão lutando, todos os dias, na linha de frente contra o Covid-19.

A PI Project

Instalada no PTS desde novembro do ano passado, a Pi Project é responsável pela produção e pela distribuição de kits de robótica para 16 escolas públicas do Estado de São Paulo. São materiais didáticos que ensinam, passo a passo, alguns conceitos de lógica e de programação. Também trabalha com automação residencial e industrial.

Nesta semana, inclusive, a startup passou a oferecer, de graça, cursos de modelagem 3D, circuitos eletrônicos e programação àqueles que não estão saindo de casa justamente pela pandemia de coronavírus. As aulas são pelo canal da Pi Project no YouTube. Para mais informações, basta entrar na página da empresa no Instagram: @piprojectbr.   


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