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Prefeitura prepara para implantar em Sorocaba o programa municipal de Família Acolhedora

12 de maio de 2022 15:43

Por: Rose Campos


Equipes da Secid de Sorocaba e do serviço municipal “Sapeca”, do município de Campinas (SP)

A implantação do serviço de “Família Acolhedora” é um projeto que a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Cidadania (Secid), vem estudando com afinco, já há algum tempo, para a sua efetivação no município.


Para ampliar o conhecimento prático sobre o assunto, uma equipe, formada por integrantes da Secid, foi até Campinas, nesta terça-feira (10), para conhecer dois programas de atendimento daquela cidade que são referência nessa área. Um deles é o Conviver, desenvolvido há 16 anos pela Associação de Educação do Homem do Amanhã, conhecido também como “Guardinha”. O outro é o Sapeca, realizado pelo município campinense há cerca de 25 anos.


Integraram o grupo que realizou a vista a representante da Coordenadoria da Criança da Secid, Janaína Diniz; o chefe de Divisão de Proteção Social Especial, Luís Carlos da Silva; a assistente social e chefe de Seção de Proteção Social, Virgínia Theotônio; e a coordenadora administrativa Dayana Cristina Alves.


A Guardinha, primeiro local visitado, é uma instituição, com mais de 80 anos em atividade, mas que, há 16, vem oferecendo o serviço de Família Acolhedora, por meio do programa Conviver. “Apesar dos anos de experiência, para nós, também é um desafio muito grande, pois muitas pessoas ainda não conhecem o programa e confundem com adoção. Ou, ao conhecer a proposta, hesitam em participar, por imaginar que não saberão lidar com o apego às crianças”, informa a coordenadora da Proteção Social Especial de Alta Complexidade da associação, Joana Ivete dos Santos Campoy.


Também participaram da reunião a assistente social Estelita Pena e a psicóloga social Ana Bárbara Storolli, integrantes da equipe do Conviver.


A família acolhedora é aquela que recebe crianças que são retiradas, pelo menos temporariamente, da guarda de sua família de origem, por ordem judicial. “É uma alternativa muito mais saudável que a institucionalização para receber essas crianças”, avalia Joana.


O desafio do Poder Público de Sorocaba, agora, é divulgar essa possibilidade para a população e, sobretudo, conseguir cadastrar famílias interessadas e aptas a atuarem nessa importante incumbência social.


No segundo serviço visitado, o Sapeca, a equipe da Secid fez contato com a assistente social que atua no apoio técnico ao Serviço de Alta Complexidade a Crianças e Adolescentes, Maria Rachel Nascimento; a psicóloga social Cláudia Mônica Russo; e a assistente social da equipe técnica, Eliane Oliveira Machado.


O Sapeca oferece, atualmente, 29 serviços de acolhimento, entre eles, abrigos, casas lares e apadrinhamento, que é o mais recente.


Tanto o Conviver, como o Sapeca contam com uma média de 20 famílias acolhedoras, cada um. Ainda assim, a demanda é bem maior. O tempo em que cada família recebe as crianças é de, aproximadamente, 18 meses, podendo ser estendido, se necessário, até o desfecho judicial do destino da criança. Todos os esforços empreendidos são no sentido de que a criança ou adolescente possa retornar à sua família de origem. No entanto, há casos em que é necessário ser encaminhada para uma família substituta que a adote. Contudo, de acordo com a legislação vigente nos municípios, a adoção não pode ser feita pela família acolhedora.


Durante todo esse processo, também é feito um esforço para que a criança não perca o vínculo com sua família natural. Isso é relevante para o período de transição ser vivenciado por ela, da forma menos traumática possível.


“Para nós, foi fundamental poder conhecer esses serviços, ativos há tantos anos em Campinas e quem vêm realizando um trabalho essencial para o bem-estar de crianças e adolescentes que já passaram por algum tipo de situação traumática em sua história. Gostaríamos que a população sorocabana pudesse conhecer esse novo projeto de Família Acolhedora, se engajar na proposta e atender ao chamado de uma demanda que é, cada vez mais, urgente também em nosso município”, finaliza o chefe de Divisão de Proteção Social Especial da Secid, Luís Carlos Oliveira.

Fotos: Rose Campos – Secom


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