Prefeitura de Sorocaba lança campanha para incentivar adesão ao ‘Protege Mulher’

27 de outubro de 2026 15:20

Por: Eduardo Santinon (esantinon@sorocaba.sp.gov.br)


 

Iniciativa é voltada ao combate à violência doméstica e programa tem 2.452 mulheres amparadas por medida protetiva judicial e monitoradas pela GCM

 

A Prefeitura de Sorocaba, por meio das secretaria de Segurança Urbana (Sesu) e de Comunicação (Secom), lança nesta semana uma campanha educativa voltada à conscientização de mulheres vítimas de violência sexual, para que denunciem o crime e sejam atendidas pelo programa Protege Mulher. A iniciativa, já consolidada na cidade, atualmente monitora 2.452 mulheres que possuem medida protetivas judicial contra seus agressores.

Desde a criação do programa, em fevereiro de 2018, mais de 2.100 chamadas de emergência foram atendidas pela Corporação, cujos acionamentos resultaram em 475 detidos. Somente em 2026, até o momento, já foram 272 acionamentos do aplicativo e 75 conduções de pessoas a delegacia, números de atendimentos que em 2018 eram de 68 e 11, respectivamente.

A campanha publicitária e institucional, gratuita e sem custo ao município, visa ampliar o alcance e fortalecer a proteção às mulheres via ‘Protege Mulher’. Ela passa a ser veiculada no portal da Prefeitura (https://sorocaba.sp.gov.br/) e pelas redes sociais da Administração Municipal, além de divulgação de material sobre o assunto na imprensa e em cartazes nos ônibus do transporte público e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

“O número de mulheres atendidas pelo ‘Protege Mulher’ cresce a cada ano e a proposta, com a campanha, é mostrar que se trata de uma ferramenta eficaz de segurança pública e no enfrentamento da violência doméstica e familiar, sendo importante aliado da vítima no dia a dia. Mais que isso, de encorajar mais mulheres a denunciar casos de agressões sofridos e prevenir possíveis ocorrências dessa natureza”, aponta o secretário da Secom, Rodrigo Alcântara.

 

Cadastramento

Para se cadastrar no ‘Protege Mulher’, é necessário comparecer ao Centro de Referência da Mulher (Cerem), com o boletim de ocorrência em mãos, e a medida protetiva expedida pela Justiça. Lá, a vítima recebe orientação sobre o programa de proteção à mulher e como utilizar o aplicativo. O Cerem está localizado na Avenida Juscelino Kubitschek, 440, no Centro, próximo à atual Rodoviária, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O contato do Cerem é pelo telefone: (15) 3235-6770.

Mulheres em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência doméstica e que não possuam telefone celular, podem aderir ao programa Conecta Elas, realizado pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e da Mulher (Semul), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A ação tem o objetivo de doar celulares a esse público, para que acionem o “Protege Mulher”.

 

Operacionalização

O sistema de proteção funciona da seguinte forma: após a vítima de violência doméstica formalizar a denúncia contra o agressor, na Polícia Civil, e obter na Justiça medida protetiva, ela pode se cadastrar e ter acesso ao aplicativo para denúncias nesses casos.

Se o agressor descumprir a decisão de afastamento, seja por se aproximar ou ameaçar a agredir a vítima, física, verbal ou psicologicamente, a mesma pode apertar o botão de alerta do ‘Protege Mulher’, disponível na tela do celular. Detalhe é que o telefone precisa estar conectado à internet no momento da utilização.

Neste caso, um aviso é imediatamente enviado ao Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI), mostrando, via GPS, exatamente o local de onde partiu o pedido de ajuda. Uma equipe da GCM é então acionada para atender a ocorrência. Além de informações da vítima, o aplicativo também oferece aos agentes de segurança dados sobre o possível agressor.

Em 2025, o aplicativo passou por atualização, deixando-o mais funcional e completo, com layout diferenciado e funcionalidades extras, como a possibilidade de a usuária anexar áudios e fotos, ao acionar o botão de alerta. Assim, os guardas que operam o sistema podem acrescentar informações complementares no perfil da vítima e do agressor, para melhor caracterização e atendimento da ocorrência. Outro diferencial é que desde o acionamento do alerta, o áudio do ambiente permanece sendo captado e gravado, até o encerramento da ocorrência.

 

Mais ações

Desde 2025, Sorocaba também ampliou as ações preventivas e de acompanhamento das mulheres, por meio das visitas de orientação, destinadas ao esclarecimento sobre medidas protetivas. Em 2024, foram realizadas 53 visitas para orientação; em 2025, 156; e em 2026, 146 visitas até o momento. Da mesma forma a GCM ainda atende casos de violência doméstica não abrangidos pelo ‘Protege Mulher’, sobretudo a partir de acionamento pelo fone 153. Já são141 atendimentos desse tipo em 2026, com 68 detidos.

“A Administração Municipal montou uma completa rede de apoio às mulheres vítimas de violência doméstica e o ‘Protege Mulher’ é uma parte estratégica desse sistema de proteção integrado, que opera 24 horas e possibilita atendimento ágil, aliando ações preventivas e de atuação policial especializada. Quem utiliza o aplicativo, confia e comprova a eficiência do programa”, finaliza o secretário da Sesu, João Alberto Corrêa Maia.

 


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