Secid atende a mais de 100 famílias haitianas carentes no Éden

29 de abril de 2020 17:19

Por: SECOM/SECID


Haitianos fizeram cadastro para receberem cesta básica e tiveram ajuda para preencher o cadastro emergencial

Nesta quarta-feira (29) uma equipe da Secid (Secretaria da Cidadania) atendeu a mais de 100 famílias haitianas carentes, residentes na região do Éden e que precisam de ajuda com alimentação e mesmo para fazer o cadastro para recebimento do auxílio emergencial de R$ 600,00, do governo federal.

A atenção inicial foi realizada no ônibus do programa “Tem Saída”, usado no atendimento a pessoas em situação de rua. Diante do número de interessados no apoio da Prefeitura, contudo, o grupo passou a ser acolhido na Casa do Cidadão do Éden, onde tanto a equipe da Secid quanto os haitianos tiveram melhores condições de trabalho e segurança, preservando o distanciamento.

Divididos em dois grupos, os estrangeiros fizeram seu cadastro para posterior recebimento de uma cesta básica, após avaliação individual, enquanto outros eram auxiliados no preenchimento eletrônico do Auxílio Emergencial de R$ 600, do governo federal.

O obstáculo do idioma na ação foi vencido com o apoio do servidor da Secid, Sérgio Marcelo Soler Sauer, fluente em francês, idioma oficial do Haiti, que trabalhou voluntariamente como tradutor, auxiliando na obtenção das informações para preenchimento dos dados. “Nossa função como servidores públicos é colaborar de todas as formas para atender as pessoas carentes de nossa cidade, não importando de onde vieram. Os haitianos que estão no Brasil fugiram de um país devastado pelo terremoto e agora estão passando por sérios problemas em razão do coronavírus. É nossa obrigação é ajudá-los”, afirmou Sauer.

Agradecimento

Alexandre Saint Gerlin, 40 anos, trabalhava com construção no Haiti. Já em Sorocaba ele é operador de máquina e um dos líderes dos haitianos que vivem no Éden e um dos motivos pelos quais é fluente no português. Segundo ele,  alguns patrícios estão passando fome e extremamente preocupados por terem perdido o emprego. A grande maioria, contou,  envia parte de seu salário para o Haiti para ajudar a alimentar sua família naquele país. Mais uma razão que também preocupa a quem está no Brasil.

“Hoje fiquei mais feliz porque ajudei as pessoas do meu país. Muitos não têm nada para oferecer de comida para os seus familiares. Agora com ajuda que estamos recebendo as pessoas estão indo mais tranquilas para casa”. Gerlin acredita que mais de 500 haitianos vivam na região do Éden.

Para a coordenadora da Igualdade Racial de Sorocaba, a pedagoga Viviane Anésia Bueno Taveira, é fundamental a Secretaria da Cidadania acolha aos haitianos, porque “a valorização dos negros não está ligada ao fato de eles nasceram ou não no país. Eles também são vítimas do preconceito e a obrigação de todos é de ajudar, sem olhar para onde eles nasceram. A solidariedade é a palavra de ordem”, categorizou.

O atendimento aos haitianos da região do Éden e Cajuru continua nesta quinta-feira, das 10h às 15h, na Casa do Cidadão, situada na rua Bonifácio de Oliveira Cassú, 80, Éden. Para serem atendidos eles devem apresentar CPF, comprovante de endereço e um número de telefone.


Saiba mais