Secretaria da Mulher realiza o encontro “Dia C da Convivência” reunindo pais de estudantes em ação informativa e de prevenção ao feminicídio

4 de novembro de 2026 15:59

Por: Rose Campos


Foto: Divulgação/Semul

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Mulher (Semul), realizou, no último dia 23 de outubro, um encontro com cerca de 150 pais de alunos da E.E. “Prof. Dionysio Vieira” sobre o tema “Dia C da Convivência”, com o objetivo de esclarecer a respeito e prevenir a violência contra a mulher, especialmente o feminicídio, crime que vem em uma escalada crescente no país, com uma média de quatro vítimas diárias.

Dessa forma, uma equipe da Semul esteve presente na unidade escolar, e fez um alerta sobre a importância do acolhimento, escuta e orientação com o intuito de evitar essa forma de violência. Estudos dão conta de que muitas vítimas demoram para denunciar, em decorrência de situações como medo, vergonha, sentimento de culpa ou até mesmo a dependência emocional ou receio de não serem acreditadas. Daí a necessidade de haver, em primeiro lugar, o acolhimento da família, por estar mais próxima e ter a possibilidade de interromper o ciclo de violência que afeta a vítima. Mas a responsabilidade também é dividida com o poder institucional do Estado. Por isso mesmo, o governo do estado de São Paulo criou o protocolo “Não se Cale Vai à Escola”, que reforça justamente a importância da identificação precoce dos sinais de violência, do acolhimento e do encaminhamento seguro às redes de proteção e do qual faz parte essa iniciativa.

A ação também desconstrói o mito de que a violência contra a mulher é exercida, principalmente, por desconhecidos. A realidade, no entanto, é bem diferente. E dá conta de que grande parte das violências acontece dentro dos círculos de convivência da vítima, podendo ser praticada por companheiros, ex-companheiros, familiares, conhecidos ou pessoas em quem a mulher  confia. Essa característica torna a identificação mais difícil, pois muitas vezes a violência ocorre de forma silenciosa e repetida. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), os registros de violência contra a mulher incluem diversas ocorrências de violência doméstica e familiar, reforçando que o problema frequentemente acontece em relações próximas.

A palestra também ajudou a esclarecer os participantes sobre os tipos de violências mais incidentes contra a mulher, que não se resumem à violência física. Pode ser também: psicológica, moral, patrimonial, sexual  ou digital.

Entre os objetivos desse encontro estão a sensibilização de familiares e responsáveis para reconhecer sinais de violência contra meninas e mulheres, compreender que a violência pode acontecer dentro e fora do ambiente doméstico e incentivar a busca por ajuda e denúncia.

O encontro também abordou temas relacionados ao contexto da violência contra a mulher, tais como a violência digital, o bullying e o ciberbullying. E mostrou que é possível e recomendável pedir ajuda, sempre que necessário, utilizando o canal 180, para ligação 24 horas por dia, diariamente, inclusive de forma anônima.


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